
Percorreu os três teatros de Guerra: Moçambique (1961/1962), Guiné (1964/1966), Angola (1967/1969) e novamente Moçambique (1971/1973) e das suas experiências, do que viu, ouviu e sofreu, fala com a generosidade e o realismo de um Homem Bom.
Nas “páginas em sangue”, no dizer de Virgílio Ferreira, ficam plasmadas situações concretas de profunda violência, do morrer e viver, do amar e sofrer, de humor e ternura, de que a Guerra é farta.
Com verdade, tentou espelhar as dificuldades de todo o tipo sofridas ao tempo em Moçambique; a violência e a morte, sempre presentes nas “bolanhas” da Guiné e a tarefa heróica do viver o dia a dia dos combatentes; as vicissitudes em Angola, nos Dembos e no Leste, onde foi meu Segundo-Comandante e tive a honra de ser seu amigo; e novamente em tempos já muito difíceis em Moçambique, no Niassa, nas mais diversas actividades de apoio às populações, que conheceu, estimou e tentou compreender. Ajuntou a toda esta narrativa opiniões explícitas de figuras importantes e menores.
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Também foi meu Comandante ( era o 2º Comandante do BCAV1883 ) na 2ª parte da n/Comissão , portanto já no Leste . Tivémos poucos contactos fora dos institucionais e sem ser um militarão era pelo contrário um militar de fino trato , culto , respeitador e muito respeitado
Sem comentários:
Enviar um comentário